NA NETFLIX: O FILME “NATAL EM ÁFRICA” – Para quem deseja inspiração de bons recomeços!

Já em clima de Natal a Netlix lançou o filme Natal em África. Com o título em Inglês de Holiday in the Wild! O filme é tão fofinho e inspirador que me levou as lágrimas. Pegue um baldinho de pipoca e vem ler e assistir o filme!!! 😀

O enredo fala muito sobre recomeços e novas descobertas, e para ser sincera, é um dos meus temas favoritos, seja em livros, filmes, séries e etc.

A doce e fofa Charllote de Sex in The city é a nossa mais nova amiga Kate Conrad, ela é aquela mulher, esposa e mãe dedicada, que abdicou da sua carreira – e grande paixão – como Veterinária, para que seu marido pudesse montar a carreira dele nos negócios.

Para Kate, a vida vai bem. Normal. Não é completamente feliz, mas também não é infeliz. Ela semanalmente almoça com seu grupo de amigas, seu filho está entrando na faculdade de negócios e seu marido tem uma vida ocupada e de sucesso. Tudo indo bem, não é mesmo?

Não. Nada indo bem. Pra começar, Kate sempre negou a si mesma porque estava buscando ser perfeita como esposa e mãe. Com isso esqueceu dela mesma. Mas como ela vai descobrir isso? Simples. Seu marido de sucesso vai pedir o divórcio.

É ai que entra o barato desse filme! Kate, ao invés de entrar em uma lama de depressão, vai usar as passagens de avião para África, que ela comprou antes do marido vir com a bolada da separação e vai dar a chance a si mesma de se jogar em algo desconhecido e aventuresco.

Ah Patrícia, mas isso é clichê demais!… Eu não acho. 🙂 Clichê é passar a madrugada se entupindo de chocolate, chorando enquanto dorme no sofá bebâda segurando uma garrafa de José Cuervo ;P

Mas ok! Nem todas nós temos a oportunidade de comprar passagens aéreas e ir de encontro ao desconhecido, mas podemos achar nas pequenas coisas, ou em antigas paixões, sonhos, a nossa auto realização. Desejos que enterramos, porque fomos nos esquecendo de nós mesmos ao longo da jornada. Seja pela rotina do trabalho que não amamos, seja por um relacionamento, casamento e a lista vai indo.

Mas Kate, mesmo ainda em choque pela separação, pelos anos que ela havia dedicado a tarefa de esposa. Ela pega aquele avião, chega na África, bebe os bons drinks do Hotel, se acaba no champanhe cortesia e vai jantar. Já durante o jantar ela conhece uma pessoa. Mas seu coração ainda não está pronto. Kate retorna ao quarto e dorme na cama que reservou para sua segunda lua de mel, enterrada em pétalas de rosas.

Como o choro pode durar uma noite, certamente a alegria vem pela manhã, não é mesmo? No dia seguinte, Kate vai se aventurar com um piloto particular em um safári de luxo e acaba tendo outro rumo. No meio do passeio, Kate se depara com um elefante orfão que precisa urgentemente de ajuda médica. Ela acaba encontrando sua verdadeira paixão e é ai que o filme começa. É ai que vemos, como a vida pode ter altos e baixos e como tudo que era ruim, pode se transformar em uma benção no futuro.

A melhor cena de todo filme é quando em uma conversa com seu ex marido, ele pergunta “Você conheceu alguém quando estava na África?” e a resposta dela não podia ser mais brilhante “Sim. Eu mesma”.

Mas claroooo!! Nossa Kate terá sua dose de romance na África. Porque o amor quando bem compartilhado é lindo não é? Nossa Kate definitivamente irá encontrar o amor em todas suas formas durante o Natal na África. É pra ver se deliciando com um baldinho de pipoca gente!! 🙂

Que possamos ser iguais a Kate. Transformar decepção em motivação e oportunidade em novos sonhos. Que possamos sempre lembrar daquela pessoa que vive dentro de nós, e que também precisa de cuidados especiais, de dedicação e principalmente de amor.

Apreciem sem moderação e com um balde gigante de pipoca 😉

Abraços, P

AS CERTEZAS DA VIDA ;)

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O que acontece é aquela velha frase “não se pode obter resultados diferentes, fazendo a mesma coisa .”

Poderia dizer o que todos dizem: Foca mais em você! Mas ao invés disso, prefiro dizer apenas um “sei como é…” Sei porque eu também vivi atrás daquilo que me faltava. Aquela pedacinho mágico pro meu quebra-cabeça. Aquilo que me daria gás, a energia certa para tudo. O que iria me transbordar de exaltação e plenitude. Vivi um bom tempo atrás disso. Depois de tanto perder, enfraquecer, quebrar o que eu achava que era meu, exatamente o que eu planejava ter para sempre, decidi continuar a caminhada. Sim, continuei e segui procurando o que faltava, mas desacelerei a urgência, com o tempo passei a achar pedaços de mim espalhados e pouco a pouco juntei tudo e me formei completa.

O “momento certo” que eu tanto queria – eu já havia até me esquecido dele-, chegou. Depois de tanto me conhecer, pela caminhada longa que dei, pude reconhecer o que era bom pra mim, e o momento certo se resumiu apenas em mim. O momento em que eu escolhi “o” certo.

É okay se você é daquelas que sempre quer alguém e é okay também, se você é daquelas que não precisa estar com alguém.

Queria te dizer que é okay. Apenas isso! Não se apavore. Terminar relacionamentos, seja lá quantos forem, não prediz que sua vida será sempre pulando de galho em galho, assim como optar por viver mais independente, não significa que irá se tornar a tia solteirona com 40 gatos adotados.

O momento certo não cai no nosso colo. Somos nós que fazemos. Não se sinta mal, por ser uma pessoa carinhosa, que gosta de ter sempre aquele alguém especial. Isso é algo bom, que diz sobre você ser alguém com boa conectividade.

Ser independente, pensar na carreira, dar prioridade para si, também faz de você um alguém mágico e único.

Aproveitar os calos e as rasteiras que a vida nos dá é o segredo para conhecer melhor a si mesmo. O momento certo será consequência dessa sua jornada, pois não podemos escolher por quem nos apaixonar, mas podemos escolher por quem não se apaixonar.

QUERO O AMOR E TUDO O QUE ELE TRÁS

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Entre todas as coisas da vida, que são eternamente difíceis de viver, esse é o amor. Afinal, por que nos apaixonamos, se sabemos que vamos quebrar a cara no fim? A questão é; e se não quebrarmos? E se ao invés de focar no fim, nos concentrássemos no agora? Há muitos que dizem que é melhor se arrepender de ter feito, do que não ter feito e eu concordo plenamente nisso.

O que seriam das nossas histórias, sem aquele famoso… “ah se eu não tivesse feito isso”… Então, se você não tivesse feito, não teria história para contar. A vida seria mais curta e sem graça. Você não saberia viver. Não aprenderia que transar apenas porque o outro quer, ignorando que você ainda não se sente preparada, é como deixar seu céu com menos estrelas ou perder um capítulo importante do seu livro favorito. Você não saberia, que aquela paixão doida que você teve, foi apenas para te preparar a reconhecer no futuro, o que é amor e o que não é.

Você é aquela que sofreu com suas espinhas, ou gordurinhas na adolescência? Que se oprimiu e se achou feia, pensando que ninguém iria ficar com você? Bem vinda ao clube – bate high five. Se isso não tivesse acontecido, não saberia dar valor a beleza que tens hoje. Mas apesar disso tudo, o amor continua sendo um problema para todos nós.

Você ainda tem medo do amor e de tudo o que ele trás junto? Só há uma saída para isso, viver. Errar. Aprender. Amar. Viver.

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Among all the things in life that are eternally difficult to live, LOVE still the hardest one. After all, why do we fall in love if we know we’re going to fall apart in the end? The question is; and if not? What if instead of focusing on the end, we focus on the right now? There are many who say that it is better to regret what we had done than to what we have not done and I fully agree with that.

What would be of our stories, without that famous … “Ah if I had not done it” … So if you had not done it, there would be no story to tell. Life would be shorter and with no taste or color. You wouldn’t know how to live. You wouldn’t learn that having sex just because the other wants to, ignoring that you still don’t feel prepared, is like leaving your sky with fewer stars or losing an important chapter of your favorite book. You would not know, that the crazy passion you had, was only to prepare you to recognize in the future, what is love and what is not.

Are you the one who suffered from your pimples, or teenager weight problems? That oppressed yourself saying that you were not like your girlfriends, that you are ugly. Thinking that no one would never date you? Welcome to the club – high five. If that had not happened, you wouldn’t have appreciated the true beauty you have and how amazing you are to overcome all that feeling. But despite all this, love remains a problem for all of us.

Are you still afraid of love and all that it brings together? There is only one way out: Living. Mistakes. Learn. Love. Live.

O Começo! Abrindo a janela.

Clique aqui para ouvir a inspiração musical enquanto lê o texto!

Hoje completa um mês, da melhor decisão da minha vida até agora.  A Holanda realmente é um país incrível. Queria que estivesse aqui.

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Só mais um parque aqui na linda Holanda!

Não sei se te contei, mas depois que voltei daquele viagem de férias a Orlando caríssima e logo em seguida ser demitida do meu maravilhoso emprego no Hotel mais luxuoso do Rio de Janeiro, e dizer adeus ao meu chefe querido ( sem ironia, ele era querido mesmo rs) após 3 anos de pura fidelidade e dedicação, e ter que sair do apê na Praia de Botafogo ( sem emprego / No Money pro aluguel) pensei que 2016 fosse ser um ano de bosta.

Voltei para minha cidade, onde cresci…Minha querida Nova Iguaçu, larguei as bolsas num canto e fiquei uns sete dias trancafiada dentro de casa, trocando o dia pela noite, vendo a décima temporada de Greys Anatomy, comendo besteira e não sabia bem, se estava chorando pelas mortes do episodio ou se pela minha vida, que acabara ali.

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A cara da Cristina ilustra bem a minha situação naquele momento!!

Quando consegui passar pelos sete dias de breu na sala, finalmente sai para comprar aquela Coca gelada, até doeu meus olhos, pelo tempo que passei escondida sem nem atender a porta com todas as janelas do apê tapadas pela cortina (sem contar que tirei os quadros da parede para fechar qualquer brechinha de luz que passasse pela janela) vai ver era isso que eu precisava neh. Na verdade, naquele momento era. Mal sabia eu que algumas horas depois de tomar coca e comer tanta besteira, eu teria a pior crise de enxaqueca da minha história.

Se não bastasse, meu namoro que você bem sabe, estávamos dando um “tempo” ( tempo que eu pedi, porque eu via que ele se esforçava muito para dar atenção a mim, aos estudos e a família dele que aos meus olhos, não sai de cima nem se vaca tossir) após 1 ano e seis meses, acabou debandando de vez, juntando alguns mal entendidos e da gente sempre estar fazendo da tripa um coração para agradar um ao outro, finalmente acabou.

Digo finalmente, não querendo ser cretina, mas aquilo precisava ser estancado e eu precisava parar de ama-lo mais que a mim (O chato é que essas conclusões, só chegam após muita sofrência).

No ápice do sofrer em perder o emprego, o apê na zona sul e o namorado, depois que acabei com todas as temporadas de Grey’s Anatomy e o pote de Nutella, acabei achando uma série sensacional, aquela que te falei que era ótima e pela qual acabei me apaixonando (platonicamente) perdidamente pelo personagem principal… Então, Reign! É essa mesma…Ta lá na Netflix!

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Reign…Mary, Rainha da Escócia e o Francis, Delfim da França e herdeiro do trono, estão prometidos um ao outro desde os 5 anos de idade. Eles se apaixonam a primeira vista, mas para completar o triângulo amoroso, aparece o boy magyyyya do irmão bastardo do Francis, o lindão Sebastian e deixa a Mary como?…Na saia justa, justíssima! Menina sortuda!

Então, mal eu sabia que a partir dessa série, tudo ia mudar (inclusive minhas senhas em geral). Em resumo, por causa da minha fixação na historia de amor do casal Mary e Francis, decidi que seria a Europa. Queria era andar naquela atmosfera europeia, nova! Eu queria sair de perto das pessoas que haviam me machucado, queria um lugar onde não houvesse conhecidos, um lugar onde eu pudesse começar tudo de novo.

Algo precisava ser feito, eu precisava mudar, precisava me amar mais, investir mais em mim, me presentear com algo fantástico, me reerguer (passei algumas horas queimando o cérebro, pensando em como eu faria tudo isso acontecer) por onde eu ia começar…

Foi naquele momento, que um feixe de luz passou pelos quadros, invadiu a escuridão da sala e eu vi que era hora de começar abrindo as janelas.

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Dia da “Faxina”mental e física

Conectei no Spotify “The Lumineers”  (Ao som de Ho, Hey! 🙂 minha banda favorita recém-descoberta, tirei tudo do armário, separei o que queria e o que não queria… Peguei duas malas e pela fé, fui colocando dentro delas, as roupas que eu mais gostava (e que cabiam claro!). Não fazia ideia para onde eu iria ou como iria, mas eu já estava começando a sonhar com o dia em que eu faria um check-in no aeroporto em algum lugar da Europa.

Um certo dia, baixando novos livros, reli o inicio daquele livro que a gente ama “Apenas Um dia” ( o melhor livro pra mim até agora) da Gayle Forman, e comecei a me identificar com a bravura da Lulu, de sair de seu país em busca de respostas, para o que havia acontecido com ela em outro país, que no fim ela encontra na Holanda.

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Livro: Apenas um dia e Apenas um ano, de Gayle Forman.

Nesse momento tive certeza que a Holanda era o destino ideal! Florido, natureza para tudo quanto é canto, gente desconhecida ( e lindas) queijos maravilhosos, aquelas bikes com cestinhas cheia de tulipas, cheio de crushes lindos… Essa era a vida que eu precisava.

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Com o dinheiro que recebi dos meus direitos trabalhistas e com a ajuda de amigos, procurei uma agência, dei entrada ao processo de visto, legalização e etc… vendi aquelas tralhas que eu tinha, me livrei da deprê do ex, do vazio de não ter mais meu antigo emprego, arrumei a mala e parti.

Hoje, cá eu aqui na Holanda, morando em Haia, onde vivem vossas majestades, Rei Guilherme e Rainha Máxima dos Países Baixos. Não digo que aqui é o país perfeito, mas afirmo que falta muito, mais muito pouco para ser.

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Hoje completa um mês que estou vivendo aqui, e aprendi que ter o melhor emprego do mundo, não vale a pena, se você não tiver tempo para si, para pisar na grama de pés descalços, para buscar seus filhos na escola e vê-los crescer, para apreciar a vista do mar ou correr na orla da praia e até investir em si mesma, frequentando um novo curso na faculdade.

Aprendi que amores vêm e vão, que o certo irá chegar algum dia ( por falar nisso, nunca vi tanto homem lindo por metro quadrado) esperando que o certo seja loiro, alto e de olhos claros!! Vamos torcer) 😀

Notei, que não adianta apenas vivermos sonhando, que o bom da vida é sonhar e depois realizar, ou pelo menos começar algo que te leve a realização daquele sonho!

Agora eu sei mais que nunca o sentido da frase… “Há males que vem para o bem”, perdi duas coisas super importantes para mim de uma vez só, mas talvez, se eu não tivesse perdido, eu não saberia o quanto eu ainda posso ser mais feliz na vida. Hoje me sinto no lugar certo, pronta para ser feliz e surpreendida ! Aquela sensação de tudo novo, pessoas novas, é maravilhoso demais. Sinto-me livre, sou jovem e to só começando. 😀

Saudades sempre irá existir, e enquanto houver saudade, haverá o sonho do abraço de reencontro.

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To cheia de historia pra contar desse tempo, desde que cheguei! Mas por hoje é só, vou ali tomar um café e volto já já!